CoronaVírus

Equipa Covid da ACS

30 ABR 2021 : 2

Os CoronaVírus são conhecidos desde 1960 e representam um grupo de vírus de genoma de RNA (ácido ribonucléico) simples de sentido positivo.

Os CoronaVírus são conhecidos desde 1960 e representam um grupo de vírus de genoma de RNA (ácido ribonucléico) simples de sentido positivo.

Por outras palavras, os CoronaVírus representam uma grande variedade de vírus comuns em diferentes espécies de animais, por exemplo, nos camelos, nos morcegos, entre outros, que podem também afetar humanos. Estes vírus são responsáveis por síndromes gripais mais ou menos graves, sendo que a maioria das estirpes não são perigosas, mas ocasionam infeções respiratórias ligeiras e de curta duração.

Raramente os coronavírus que infetam animais podem infetar pessoas, no entanto, existiram dois tipos de coronavírus que contrariaram este fundamento: MERS-CoV e SARS-CoV. Estas duas estirpes foram, e ainda são, responsáveis por surtos de pneumonia atípica grave, e provocaram vários surtos em países asiáticos – China (2002), Médio Oriente (2012), Coreia do Sul (2015).
Até dezembro de 2019, e de todas as estirpes de CoronaVírus conhecidas, estas foram as que ficaram conhecidas por terem infetado humanos e, como consequência, terem gerado vários surtos que se poderiam ter tornado em pandemias a nível mundial.

COVID-19 é o nome, atribuído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), à doença infeciosa provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Esta doença apresenta um espectro clínico que varia de infeções assintomáticas a quadros mais graves de infeção respiratória como a pneumonia. Segundo informações da OMS, cerca de 80 % dos infetados com COVID-19 são assintomáticos, ou com sintomas ligeiros a moderados e recupera sem necessitar de tratamento especial e 20 % apresentam sintomas mais gravosos que necessitam de intervenção em meio hospitalar ao apresentarem quadros de dificuldade respiratória que podem necessitar de recurso ao ventilador.

O novo CoronaVírus (SARS-CoV-2) foi identificado pela primeira vez em humanos, em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei. Este vírus foi disseminado e transmitido entre as pessoas e foram posteriormente confirmados vários casos em outros países do mundo.

O vírus que causa a COVID-19 transmite-se através de gotículas geradas quando uma pessoa infetada pelo vírus tosse, espirra ou expira. Estas gotículas são demasiado pesadas para permanecerem no ar o que faz também com que se alojem rapidamente em superfícies, podendo ser mais um meio de transmissão.

Qualquer pessoa pode ser infetada ao inspirar as gotículas deste vírus o que acontece quando existe uma grande proximidade a alguém infetado com COVID-19 ou ao tocar numa superfície contaminada e de seguida nos olhos, nariz ou na boca.

Os sintomas mais comuns associados à doença COVID-19 são:
• Febre (temperatura ≥ 38.0ºC);
• Tosse ou agravamento do padrão habitual;
• Dores de cabeça e/ou dores generalizadas no corpo;
• Dificuldades respiratórias;
• Perda total ou parcial do olfato (anosmia);
• Enfraquecimento do paladar (ageusia);
• Perturbação ou diminuição do paladar (disgeusia) de início súbito.

Nos casos mais graves, pode levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte.
Os sintomas desta doença têm um período de incubação (tempo decorrido entre a exposição ao vírus e o aparecimento de sintomas) considerado de 2 a 14 dias.

Desde o aparecimento do novo CoronaVírus, e com todos os estudos elaborados, foram identificadas algumas medidas para que fosse possível prevenir a transmissão da doença, destacando-se:
• Uso de máscara facial;
• Higienização das mãos;
• Limpeza de superfícies;
• Distanciamento social;
• Isolamento voluntário para os infetados com COVID-19.
Para todos os profissionais que lidam com infetados por COVID-19 são recomendadas medidas adicionais como equipamentos de proteção individual (batas, toucas, luvas, viseiras) e cuidados redobrados nos contatos e nas precauções padrão acima identificadas.