Vacinação contra a Covid-19: Medo ou Confiança?

Equipa Covid da ACS

30 ABR 2021 : 4

O bombardeamento de informação a que temos sido sujeitos pode deixar-nos ambivalentes, aquando da tomada de decisão consciente.

O bombardeamento de informação a que temos sido sujeitos pode deixar-nos ambivalentes, aquando da tomada de decisão consciente. Por conseguinte, considerou-se por bem proceder a alguns esclarecimentos sobre a vacinação contra a Covid-19. Contudo, deixemos de lado o medo do desconhecido e reconheçamos o trabalho da Ciência em prol da Sociedade que, em tempo recorde, nos disponibilizou as vacinas.

As vacinas são seguras e não causam Covid-19.

No que concerne à tecnologia utilizada, a vacina da Pfizer ® utiliza RNA mensageiro (mRNA), enquanto a da AstraZeneca ® contém um vírus geneticamente modificado que contém DNA, ambas com o mesmo objetivo específico (codificar para a proteína S “spike” do vírus SARS-CoV-2) e geral: prevenir a Covid-19.

Farmacêutica:
Pfizer ®
Nº de doses:
2
Intervalo entre doses:
28 dias(*)
Reações adversas.
Dor/inchaço no local; fadiga; dor de cabeça; dores musculares/articulares, febre.
Idade recomendada:
≥ 16 anos

Farmacêutica:
AstraZeneca ®
Nº de doses:
2
Intervalo entre doses:
12 semanas
Reações adversas.
Sensibilidade; dor/calor/prurido/hematoma no local; fadiga; mal-estar; dores musculares/articulares; febre; arrepios; dor de cabeça; náuseas.
Idade recomendada:
≥ 18 anos

(*) Recentemente atualizado, pois antes preconizava-se 21 dias.

Sobre a vacina da AstraZeneca ® importa ressalvar que deve ser preferencialmente utilizada para pessoas com 65 ou menos anos de idade. Porém, “em nenhuma situação deve a vacinação de uma pessoa com 65 ou mais anos de idade ser atrasada se só estiver disponível a COVID-19 Vaccine AstraZeneca ®”.

A vacinação contra a Covid-19 tem como objetivos de Saúde Pública: a) reduzir mortalidade e internamentos, b) reduzir surtos e incidência da pandemia em Portugal, c) minimizar o impacto no sistema de saúde e na sociedade.

Ressalva-se que o Plano de Vacinação contra a Covid-19 é dinâmico, evolutivo e adaptável, ou seja, é natural existirem alterações consoante as circunstâncias, que são comunicadas à população pelas fontes oficias.

Fui vacinado, e agora? Devem ser mantidas todas as medidas de prevenção da infeção. A verdade é que se carece de dados de efetividade no mundo real. Além disso, o impacto das novas variantes na eficácia das vacinas ainda é objeto de estudo. Finalmente, destaca-se o que se sabe: A pessoa vacinada tem menos probabilidade de ter infeção sintomática. Por outras palavras, fica em aberto a possibilidade de ter Covid-19, ser assintomático e poder transmitir o vírus a outros.

Quando no final de fevereiro de 2021, Portugal foi o 5.º país da União Europeia com mais doses administradas, mais precisamente 868.951; está na altura de começarmos a ganhar confiança e, sobretudo, esperança num futuro mais tranquilo.