© Associação Casapiana de Solidariedade 2017

Newsletter nº1 - Outubro 2019

Editorial

O Serviço Social nas IPSS / Idosos

Gerontologia – Ciência do envelhecimento

Luís Figueiredo

Eugénia Duarte

Jocelina Santos

Formação

Relaxamento com os funcionários da ACS

Boletim Ecos

Daniela Semanas

Inês Cortes

Patrícia Dias Alves

 
Editorial

Aproveitando o 14º Aniversário da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da Associação Casapiana de Solidariedade (ACS) damos a conhecer um novo meio de comunicação para com os associados e com o exterior.

 

Assim, à Newsletter da ACS dizemos olá e congratulamo-nos por este novo canal de comunicação da nossa Associação


É nossa obrigação partilhar o nosso dia-a-dia, os nossos eventos, os nossos projetos, as nossas lutas e os nossos momentos de Felicidade.

Após um período longo de trabalho na ampliação e reestruturação física e operacional do Lar da ACS, estamos já de volta a um ambiente que me surpreendeu em 2012 e com muita satisfação estamos a viver plenamente a "ACS Sempre em Festa", este canal de comunicação serve para mostrar as nossas ações de motivação através da Animação dos utentes, familiares, associados e empregados e, de alguma forma, servir de registo histórico para a nossa memória coletiva.
Cabe-me saudar a iniciativa da direção e do corpo técnico da ACS que em tão boa hora meteu mãos à obra.

Neste caso "as mulheres sonham e a obra nasce" porque trabalhamos para fazer a Felicidade.

Saudações Casapianas

Luís Figueiredo

 
O Serviço Social nas IPSS/Idosos

“ Envelhecer é inevitável, ficar velho é opcional”

Em Julho de 2014, a International Federation of Social Workers (IFSW) e a International Association of Schools of Social Work (IASSW) concordaram em adoptar a seguinte definição de Serviço Social:

 
“O Serviço Social é uma profissão de intervenção e uma disciplina académica, que promove o desenvolvimento e a mudança social, a coesão social, o empowerment e a promoção da pessoa. Os princípios de justiça social, dos direitos humanos, da responsabilidade coletiva e do respeito pela diversidade, são centrais ao Serviço Social. Sustentado nas teorias do serviço social, nas ciências sociais, nas humanidades e nos conhecimentos indígenas, o serviço social relaciona as pessoas com as estruturas sociais, para responder aos desafios da vida e à melhoria do bem estar social.”

 

Esta é a definição de Serviço Social adotada em Portugal, pela estrutura representativa dos Assistentes Sociais, a Associação dos Profissionais de Serviço Social.

 

A profissão e a disciplina de Serviço Social ao nível mundial, têm uma longa e rica história, com o cruzamento de raízes, influências, opções históricas e características, que se adaptam e renovam ao longo dos tempos.
 

Em Portugal, as primeiras escolas que formam Assistentes Sociais, surgiram em Lisboa e Coimbra nos anos 30 do século passado, havendo hoje, passados quase 100 anos, 17 escolas de Serviço Social no nosso país, o que demonstra o desenvolvimento e dinamismo desta profissão.
O Assistente Social é um profissional que atua por uma sociedade mais justa, onde todos devem ter um lugar e um papel a desempenhar, independentemente da sua idade ou condição de vida, privilegiando aqueles que por variados condicionalismos, estão “nas margens”, excluídos de participar e de dar o seu contributo., muitas vezes após uma vida inteira dedicada aos outros.
 

A efetivação dos direitos humanos, a justiça social e a equidade, são princípios fundamentais, que devem estar presentes no dia a dia de todos os Assistentes Sociais.
 

A sociedade em que vivemos hoje, é uma sociedade dura, desafiadora e muito competitiva, a funcionar “à pressa”, num ritmo alucinante, deixando para trás os mais frágeis e os mais desfavorecidos, não lhes dando oportunidades de viverem ao seu ritmo, atentando muitas vezes contra os direitos humanos, agredindo o ambiente e pondo em causa princípios e valores essenciais a uma vida humana digna.
 

Os Assistentes Sociais trabalham em todos os setores de atividade, nomeadamente, no público, no privado, no solidário e corporativo e também no setor empresarial,  acompanhando e executando programas e projetos sociais, dirigidos a comunidades e grupos mais vulneráveis, como as crianças e os jovens, as pessoas portadoras de deficiência e os idosos, entre outros, estando a grande maioria destes profissionais integrados, no setor privado, em instituições do Terceiro Setor, designadamente, as Instituições Particulares de Solidariedade Social e as Misericórdias.

 

Tendo em conta o setor e a área de intervenção em que o Assistente Social está integrado, estão normalmente definidos os procedimentos da sua intervenção, os parâmetros em que deve atuar e as orientações que devem pautar o seu trabalho. 
 

No caso da intervenção com os Idosos acolhidos em Estruturas Residenciais, existem determinados procedimentos que o profissional tem de efectuar, designadamente e entre outros, a entrevista inicial e o processo de admissão, o acolhimento e o acompanhamento.


É importante que o Assistente Social através da entrevista inicial, recolha informações e elementos fundamentais da história de vida do candidato, de modo a permitir a elaboração do diagnóstico social e posteriormente o Plano Individual de Cuidados.
 

O processo de admissão e o acolhimento é uma fase primordial do trabalho do Assistente Social, dado ser uma etapa que tem normalmente um impacto emocional muito grande sobre o residente, dado que esta irá modificar todas as suas rotinas anteriores, provocando reações por vezes muito dolorosas. Não podemos esquecer que os “mais velhos” tiveram de vencer muitas etapas na vida, de superar muitas dificuldades, de ultrapassar muitos obstáculos e esta fase da sua vida, é sem dúvida uma das mais difíceis, pois deixam o seu meio, os seus amigos, os  seus vizinhos, enfim o seu mundo.
 

Cabe ao Assistente Social tentar minimizar os riscos que possam surgir, que normalmente são a perda de identidade, o receio de mudança, de rejeitação e de abandono, etc....
 

O acompanhamento por outro lado, obriga o Assistente Social a acompanhar muito de perto toda a situação, adequando sempre que necessário as respostas sociais às necessidades da pessoa e ao cumprimento do plano contratualizado com o residente e sua família.
 

Mas trabalhar com uma população idosa em acolhimento, exige do Assistente Social uma atitude permanente de escuta, de ouvir o “outro”, de lhe dar atenção, de não fazer juízos de valor, mas de compreender os interesses, as vontades e as rotinas das pessoas, para que possa ajudar a encontrar o melhor caminho para o seu bem-estar. 
 

Estar atento às mudanças que vão acontecendo à sua volta, é muito importante no trabalho diário do Assistente Social, para que possa equacionar e repensar a sua intervenção, mais ajustada às necessidades dos utentes.
 

Mas se o mais importante é trabalhar com as pessoas acolhidas, não pode ser descurado o trabalho sistemático que o Assistente Social deve ter com as famílias e pessoas de referência dos idosos, dado serem elas o suporte afetivo e o elo de ligação com as experiências e vivências anteriores.
 

As pessoas idosas quando estão em acolhimento, sentem uma grande necessidade de contactarem e serem visitadas pelos seus familiares e ou amigos, para que sintam que não foram abandonadas e que se esqueceram delas, competindo por isso a todos os profissionais, sobretudo aos Assistentes Sociais a estarem atentos a esta situação.
 

Fazer os idosos participar é também um pilar fundamental do trabalho social numa estrutura residencial. As pessoas devem poder manifestar os seus interesses, as suas vontades, o que acham bem ou mal, dando as suas opiniões e ideias sobre os cuidados e atividades a desenvolver.
 

O trabalho social numa casa de acolhimento de idosos, é um trabalho imenso, constante e sem interrupções, não podendo estar adstrito apenas a um profissional, mas a uma equipa multidisciplinar, onde diversas áreas do saber e competências se cruzam, em prol de uma intervenção globalizada de apoio à pessoa como um todo, onde cada um, tem de ter o seu papel e a sua intervenção bem definida, para que não haja a tentação de todos fazerem tudo. 
 
 “ O Respeito e carinho com os idosos, é essencial para uma sociedade harmoniosa”

Maria Eugénia Duarte
 

Gerontologia – Ciência que estuda o envelhecimento

Gerontologia é a ciência que estuda o processo de envelhecimento nas três dimensões biológica, psicológica e social.

O envelhecimento humano “(…) é um processo diferencial (…)”, (Fontaine, 2000:23), em que cada indivíduo envelhece de um modo particular e diferente do outro, conforme as suas vivências e estilos de vida. Não acontece da mesma forma para todos os idosos, pois existe um envelhecer no feminino/masculino; sozinho/no seio da família, solteiro/casado/divorciado/viúvo, com filhos/sem filhos, meio rural/urbano, saudável/débil, ativo/inativo. A gerontologia enquanto disciplina tem uma orientação integrada do envelhecimento que agrega os contributos de várias áreas científicas, mas que constitui num novo campo do saber, ao criar abordagens e modelos explicativos sobre o ser humano e o seu curso de vida.

 

Sabe-se que as alterações demográficas modificaram a estrutura e a dinâmica da família, conduzindo-nos à necessidade de criar recursos sociais que substituam a responsabilidade familiar no tratamento e acompanhamento dos seus idosos. Com a evolução da sociedade industrializada, a família alargada transformou -se em família nuclear, onde o idoso parece já não ter lugar. Atualmente o idoso ou vive só ou, a alternativa, quando não tem condições físicas e psíquicas para viver sozinho, é por vezes inevitável a de ir viver para uma instituição tipo Lar ou Residências. Estas instituições desempenham e substituem o papel da família. Nestas instituições pretende-se que os idosos sejam devidamente inseridos, acarinhados e que sejam cuidados com qualidade, sendo as Ajudante de Ação Direta (AAD) quem deles cuidam.

 

Nesta linha de análise assumimos que o envelhecimento institucionalizado carece de recursos materiais, humanos e financeiros, nem sempre ajustados às reais necessidades do idoso institucionalizado, sobretudo, os recursos humanos. A formação destes profissionais é determinante para a melhoria da proteção de cuidados a idosos institucionalizados.

 

Para o bom desempenho das atividades das Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), entre as quais se distingue a qualidade dos serviços a prestar aos idosos para o seu bem-estar, as instituições têm necessidade de recrutar recursos humanos credenciados na área da gerontologia e não encontram no mercado de trabalho nacional, profissionais no segmento das AAD com formação profissional adequada.

 

No âmbito destes recursos destaco o grupo profissional de Ajudantes de Ação Direta – AAD, por comummente ser considerado importante o bom desempenho das suas tarefas para o bem-estar dos idosos nas instituições.

 

Se a grande preocupação das políticas sociais atuais para a população idosa está direcionada no sentido de se dar uma prestação de serviços de qualidade aos mais velhos que necessitem de um apoio mais diferenciado na realização das atividades da vida diária, as instituições de solidariedade social têm que estar dotadas de profissionais credenciados que possam garantir, com eficiência, o desempenho da sua função.

 

A melhoria das competências destes profissionais e valorização da carreira profissional das AAD, para além dos conteúdos profissionais que lhe estão adstritos, por força dos acordos entre a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNSE), a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e o Ministério do Trabalho Solidariedade  e  Segurança Social (MTSSS), constitui, no contexto dos serviços prestados aos idosos, a carreira mais exigente segundo o ponto de vista das competências que lhe estão adstritas. Foram as exigências desta profissão (que permanentemente se constata no terreno) que fizeram nascer o desejo, a vontade, a intenção, mas sobretudo, a manifesta expressão de reconhecer a necessidade que estes profissionais têm de uma formação permanente que lhes possibilite não só atenuar o desgaste a que são sujeitas mas, sobretudo, responder às necessidades de todos os idosos no dia-a-dia. (Guerra, 2007:126)

 

Numa sociedade em mudança acelerada e orientada para o conhecimento e inovação, a formação, ao longo da vida, ganha destaque e é uma verdade incontornável a necessidade permanente de formação para que se alcance um ponto de equilíbrio entre o trabalho, a aprendizagem e o exercício de cidadania ativa.

 

As IPSS são muito importantes, como uma das respostas sociais ao envelhecimento, e serão necessariamente oportunas.

Fortin, M.-F., Coté, J., & Vissandjée, B. (2000). A investigação cientifica. In M.-F. Fortin, O processo de investigação - da concepção à realização (N. Salgueiro, Trad., 2ª ed., pp. 15-24). Loures: Lusociência.

Guerra, I. C. (2007). Fundamentos e processos de uma sociologia de ação - o planeamento em ciências sociais (2ª ed.). Estoril: Príncipia.

Jocelina Santos

Formação

A Importância da Formação

Existindo a consciência de que a formação é um bem produtivo e que deve estar relacionada com as estratégias empresariais, surgem novas formas de integrar o trabalhador na organização do trabalho (trabalho em equipa, controlo de qualidade e outros). Este novo conceito de organização determina ao trabalhador novas formas de participação e desempenho, ao mesmo tempo que representa uma nova forma de obter maior controlo sobre as atividades realizadas.

 

A formação é necessária para o desenvolvimento de aptidões e competências e para aperfeiçoar a prática profissional. É também uma forma de atuação e de saber lidar com as diversas situações que ocorrem diariamente. Implica «aprender a conhecer», «aprender a fazer», «aprender a viver juntos» e por fim «aprender a ser» – quatro pilares do conhecimento, (Delors, 1996:88):

 

Para a prática profissional é necessário que exista um sistema organizado de promoção daformação contínua pois esta, pretende articular o suporte teórico com a forma de atuar (saber fazer). Entre a formação contínua e o local de trabalho existe uma interação permanente. É um processo contínuo que possibilita ao indivíduo estar sempre atualizado e prestar um melhor serviço na instituição onde trabalha, criando-se uma valorização pessoal e institucional.

 

Cada vez mais as instituições são confrontadas com novas situações e exigência de respostas e, neste sentido, é imprescindível o melhoramento de qualificações dos seus funcionários de forma a estarem habilitados para esta realidade. A formação orienta-se, então, em função das necessidades da instituição, dos funcionários e da sua população-alvo, importando referir que a formação não é estanque, carece de atualizações, reciclagem e aquisições de novas competências profissionais que na maioria dos casos se deveriam realizar em contexto de trabalho. Esta nova dinâmica de formação designa-se formação contínua que é, na atualidade, uma necessidade constante para os profissionais de todas as áreas do saber.

Poder-se-á considerar que o grande apogeu da era da formação deu-se no século XX, em que fomos confrontados com alterações muito evidentes em todos os domínios e contextos. Em resultado das revoluções tecnológica e de informação ocorridas na 2ª metade do passado século, a procura da formação cresceu e os profissionais das várias áreas dos saberes consciencializaram-se da importância da formação para a aquisição de competências.

 

Neste contexto, a formação profissional contínua é um fator muito importante no desenvolvimento pessoal e profissional de cada indivíduo, tal como das organizações. Este desenvolvimento ajuda-os a adaptarem-se às inovações, derivadas de um mundo em constante mudança, e possibilita uma melhoria do seu desempenho, que se traduz na melhoria da qualidade dos serviços prestados (Sousa, 2003).

 

Esta atualização profissional permanente ao longo da vida tem como consequência a capacitação do indivíduo para o bom desempenho, pelo que surge como uma necessidade premente para os profissionais, já que a formação inicial, quando existe, não concede ao indivíduo saberes suficientes para o resto da vida profissional.

 

A formação profissional contínua que compreende a formação em serviço e toda aquela que se faz durante a vida pessoal e profissional (Caetano, 2003) surge, assim, como uma unidade que se enquadra no domínio da educação de adultos, já que trata da formação de profissionais.

 

A formação contínua tem ocupado um papel importante na formação dos profissionais, estando ligada aos contextos e aos profissionais em causa. Na verdade, torna-se evidente que a formação profissional contínua, favorece o desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos tem como consequência também o desenvolvimento das organizações, pelo que se devem articular os objetivos da instituição com as expetativas dos profissionais e vice-versa (Sousa, 2000).

 

Ao abordar a importância da formação em contexto de trabalho, Charue (1992) refere que, numa organização, o indivíduo constrói permanentemente representações do funcionamento do seu trabalho através das ações que vai desenvolvendo. Assim, vai refletindo sobre a experiência e assimilando o mais relevante das situações de trabalho, adquirindo capacidades que lhe irão permitir dar resposta a novos problemas. O contexto de trabalho pode ser considerado como um espaço educativo fundamental pois compreende um processo de adaptação dos profissionais ao meio que os rodeia e vice-versa (Abreu, 1997).

 

Conclui-se que a formação em contexto de trabalho fomenta o desenvolvimento de novas competências, condicionando e promovendo as possibilidades formativas, desempenhando uma ação socializadora e contribui buindo para a construção das identidades profissionais.

Hoje em dia é exigido ao profissional cada vez mais competências nos domínios do saber, do saber fazer e do saber estar para um bom desempenho profissional. Assim, a formação inicial não é suficiente, sendo necessária uma atualização constante deste profissional ao longo da sua vida, o que é uma condição essencial na valorização e desenvolvimento das suas competências (Sousa M. , 2000a).

 

Assumindo a perspetiva de que o desenvolvimento de um profissional se faz do ajustamento entre a teoria e a prática (Sousa, 2000a), o contexto de trabalho é, assim, um espaço que, por excelência, facilita este crescimento. Este espaço possibilita a aplicação da teoria à prática, adquirindo saberes em contexto de trabalho que são constantemente mobilizados para situações de formação e novamente para outros contextos de trabalho.

 

É por isso que no local de trabalho “(...) deve ser implementada a maior parte das ações de formação, pela interação entre os saberes e as práticas do dia-a-dia.” (Botelho, 1998:262), colocando assim ao mesmo nível de importância o saber teórico e o saber pela experiência, o que salienta ainda a necessidade incondicional destes saberes se complementarem, permitindo o desenvolvimento de competências dos profissionais.

 

Desta forma, a Associação Casapiana de Solidariedade (ACS) valoriza o desenvolvimento profissional e pessoal dos seus colaboradores, promovendo a sua formação permanente como elemento potenciador do seu melhor desempenho e motivação. A ACS disponibiliza formação em todas as áreas do saber, a todos os profissionais, tanto em contexto de trabalho como em teoria. Sendo esta temática uma preocupação dos dirigentes da ACS, a formação dos profissionais é contemplada no plano e orçamento anual tendo uma rúbrica dedicada à formação e valorização profissional.

Referências bibliográficas

Delors, J. (1996). Educação: um tesouro a descobrir (3ª ed.). Porto: Edições Asa.

Sousa, M. (2000a). A formação contínua em enfermagem - estudo baseado nas perspectivas de enfermeiros de um serviço de cirurgia cardíaca de um hospital de lisboa. Tese de Mestrado em Ciências da Enfermagem. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa de Lisboa.

Abreu, W. (1997). Dinâmica de formatividade dos enfermeiros em contexto de trabalho hospitalar. Porto: Porto Editora.

Botelho, M. (2000). Autonomia funcional em idosos - caracterização multidimensional em idosos de um centro de saúde urbano. Porto: Bial.

Daniela Semanas

 
Relaxamento com os funcionários da ACS

Nos dias de hoje, na nossa sociedade, tem sido debatida a importância do papel e estatuto do cuidador Formal enquanto agente ativo no cuidado da pessoa idosa. Na nossa Associação temos vários cuidadores, a equipa das ajudantes de acção direta da manhã, tarde e noite, equipa da limpeza, a equipa da lavandaria, tesouraria, cozinha e a equipa técnica, que sem eles a mesma não conseguiria chegar ao número total de utentes que a instituição tem.

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Ser cuidador da Pessoa Idosa tem um papel cada vez mais frequente e exigente, dado o aumento da população idosa, resultante do aumento da esperança média de vida, verificando-se assim um incremento de pessoas com doença crónica, que conseguem viver durante mais anos devido aos progressos da Medicina e da Indústria Farmacêutica.

 

Enquanto Técnica de Reabilitação Psicomotora, propus uma prática de Relaxação em Grupo com frequência mensal com todas as equipas de trabalho da ACS, como forma de ensinar e pôr em prática diversas técnicas de relaxação que induzem ao estado de relaxamento e proporcionar um momento de massagem. Com estas sessões pretende-se trabalhar gestão do stressa; promover o diálogo em equipa; implementar os feedbacks positivos; promover a auto-valorização da importância e valorização da importância do papel de todos enquanto funcionários da instituição.

Segundo Maximiano (2004), “ As vivências corporais proporcionadas em Psicomotricidade e relaxação, poderão ser mediadas a partir do simples toque corpo a corpo, por objetos (bolas, lenços, cordas e bastões), que acarretam por vezes uma função transitiva, ou até mesmo pela auto-massagem, menos invasiva, mais securizante e reguladora das tensões ansiosas e expectantes (…) ”.

 

Outra das Técnicas utilizadas como ferramenta da Relaxação é a Meditação. Segundo Caldeira (2019), “ A Meditação é um medicamento milagroso para a alma e para a mente, porque efectivamente ela trabalha como uma pílula mágica que serena a nossa máquina pensante, fazendo o corpo entrar num estado de descompressão e o espirito num estado de leveza. (…) Meditar não é deixar de pensar, é antes a capacidade de estar completa e profundamente ligado a ti mesmo, de estar completamente ligado a tudo o que acontece no teu mundo, de estar completamente ligado ao aqui e agora (…) “.

Os benefícios desta atividade são imediatos, uma vez que, após a mesma, as equipas estão mais relaxadas e mais comunicativas entre si, contribuindo para o entendimento e respeito mútuo entre os vários elementos das equipas, aspeto fundamental para um trabalho em equipa de excelência.

Bibliografia:

Caldeira, Rute (2019); “O Poder da Meditação”, Lisboa: Manuscrito.

Artigo consultado on-line: MAXIMIANO, Janete (2004); Psicomotricidade e Relaxação em Psiquiatria in Revista Psilogos. Disponível em http://www.psilogos.com/Revista/Vol1N1/Indice1_ficheiros/Maximiano.pdf, data da consulta 04-08-2019

Inês Cortes

 
Boletim Ecos

A escrita é um meio de comunicação de excelência para passar a mensagem que se pretende transmitir aos outros.

É e sempre será assim, por essa razão um grupo de residentes, da Resposta Social Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) da Associação Casapiana de Solidariedade (ACS), criou um boletim informativo. Este tinha como objetivo dar a conhecer a instituição e a vida dos residentes/utentes nesta vivência institucional e foi assim que o “ Boletim ECOS” surgiu de uma vontade expressa de passarem a mensagem fora portas da Instituição.

 

Muitos residentes contribuíram para a edificação deste boletim, são exemplos o Sr. Manoel Caldeira Martins, a Sra. Marina Lemos, Mª Irene Graça, entre outos. Trimestralmente os residentes tinham os artigos escritos e ordenados para passagem à fase da montagem em formato de boletim e por último pelo crivo do nosso redator.

 

Não poderia falar do Boletim Ecos, sem me lembrar dos nossos saudosos residentes, que já não estão connosco mas que farão sempre parte da história desta iniciativa. São eles, a Sra. D. Maria de Lurdes Varandas que contribuía com os seus artigos e o nosso redator e escritor, o Sr. Manuel Alhandra Duarte que fazia a correção ortográfica, para que nada falhasse, e escrevia sobre a Filatelia. Foram onze os boletins trimestrais, que ao longo dos dois anos se foram publicando, e em cada publicação existia sempre o cuidado de melhorar e de aprumar a mensagem que se pretendia passar assim como a configuração.

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Foi com muito agrado e orgulho que, este ano, conseguimos recuperar o Boletim Ecos, que se encontrava adormecido, por ausência de participantes interessados nesta iniciativa. Hoje, já conseguimos publicar dois e já existe um grupo de pessoas que ativamente participam e escrevem para o nosso boletim

 

Um bem-haja a todos por contribuírem nesta iniciativa tão grandiosa.

 

Patricia Dias Alves